COMUNICADO DE IMPRENSA
Macau, 2 de Fevereiro de 2026 – A 15.ª edição do Festival Literário de Macau – Rota das Letras realiza-se de 5 a 15 de Março de 2026, afirmando-se, uma vez mais, como um ponto de encontro fundamental entre culturas, línguas e expressões artísticas do Oriente e do Ocidente. Sob o mote da celebração e do diálogo intercultural, o festival terá como palco principal a histórica Casa Garden, estendendo-se a vários teatros da cidade com uma programação rica que inclui cinema, teatro, música e artes visuais.
A edição comemorativa dos 15 anos prestará um tributo especial ao poeta português Camilo Pessanha, no centenário do seu falecimento. A sua ligação profunda a Macau e o seu legado literário serão revisitados através de diversas iniciativas, sublinhando o papel da cidade como ponte entre mundos. António Carlos Cortez, Carlos Morais José e Christopher Chu são alguns dos autores envolvidos na celebração.
A abertura do festival, no dia 5 de Março, ficará marcada pela inauguração da exposição “Territórios Humanos: Fotografia, Pertença e Memória”, que reúne os olhares distintivos do fotógrafo português Alfredo Cunha e do fotógrafo chinês Liu Zheng. A mostra explora identidades e narrativas cruzadas e será acompanhada pelo lançamento de dois livros de fotografia.
Uma constelação de autores internacionais e locais marcará presença nesta edição. Entre os nomes confirmados, destacam-se:
A literatura em língua chinesa contará também com uma notável representação, incluindo:
Do mundo lusófono, entre outros nomes por confirmar, marcarão presença os jornalistas e escritores João Miguel Tavares e Miguel Carvalho, que publicaram recentemente trabalhos de investigação sobre o ex-primeiro ministro José Sócrates e o Partido Chega. Outras duas jornalistas portuguesas, Filipa Queiroz e Andreia Sofia da Silva, estarão de regresso a Macau, a primeira para exibir o documentário Salatinas, sobre um caso histórico de ameaça ao património arquitectónico em Coimbra, a segunda para apresentar o livro Lápis Vermelho, sobre a censura à imprensa em Macau ao tempo do Estado Novo.
O panorama literário local será dignamente representado por autores como Yao Feng, Rai Mutsu, Zita Si Tou Chi U, Cheung Wai Man, Lei Ka Io, Kam Un Loi, Nick Groom, Konstantin Bessmertny e Veiga Jardim. A obra do arquitecto macaense José Maneiras, recentemente falecido, será recordada por Rui Leão, Maria José de Freitas e outros autores locais.
Para além das tradicionais sessões de lançamento de livros e discussão de diferentes temas, o festival oferecerá uma programação multidisciplinar, do cinema ao teatro e à música.
O cinema português estará representado pelo realizador Tiago Guedes e por dois dos seus filmes: A Herdade e Restos do Vento.
O teatro terá também o seu lugar no Rota das Letras, através da representação de À Primeira Vista, encenada por Tiago Guedes, que assinalará o regresso a Macau da actriz Margarida Vila-Nova. A peça, Prima Facie no original, é um trabalho da dramaturga australiana Suzie Miller e esteve já em cena em Londres, Nova Iorque e em cerca de outras 30 cidades em todo o mundo, incluindo Xangai e Hong Kong.
Musicalmente, o momento mais marcante do Rota das Letras será a actuação de Rodrigo Leão, no Centro Cultural de Macau, na noite do dia 11 de Março.
Nomes adicionais a esta primeira lista de convidados serão anunciados brevemente. O 15.º Festival Literário de Macau é organizado com o apoio do Governo de Macau, representações diplomáticas, associações locais, empresas – com especial destaque para o sector hoteleiro – e órgãos de comunicação social. A Casa Garden, sede da Fundação Oriente, servirá mais uma vez de base ao Rota das Letras. Esta rede de parcerias reflecte o compromisso colectivo com a vida cultural e o intercâmbio que definem Macau.
Eva Un – Responsável pelos media
O Festival Literário de Macau é um evento anual que celebra a palavra escrita e as artes, promovendo o diálogo entre escritores, artistas e públicos de diferentes horizontes culturais e linguísticos. Tornou-se uma referência incontornável no calendário cultural de Macau, destacando o papel único da região como plataforma de encontro entre o Oriente e o Ocidente. Lançado em Janeiro de 2012, realiza em 2026 a sua 15ª edição.